A Europa vive um impasse. De um lado a distribuição de renda, a melhoria das condições econômicas, o acesso aos anticoncepcionais e a entrada da mulher no mercado de trabalho, fez com que a taxa de natalidade caísse em muitos países para a simples reposição populacional ou até mesmo para taxas de decrescimo de população (taxa negativa).
Isto implica dois problema imediatos: mão-de-obra e mercado consumidor. De um lado tenta-se incentivar os europeus à taxas positivas, com reduções tributárias, crédito subsidiado a aquisição de casa própria e até auxílios maternidade/paternidade diretos na folha salarial. Tudo em vão! O continente, voltado como está para um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, com custos de vida cada vez mais elevados e uma sociedade mais egocêntrica, busca ter menos filhos e focar suas vidas mais em si mesmos.
Assim a alternativa é a imigração. Mas esta traz os inconveniêntes das questões culturais: lingua, religião, moral, ética, hábitos alimentares, modos de vida e de ser... numa sociedade judaico-cristã, o mundo árabe-islâmico é o que mais assusta.
Assim o véu islâmico, a burka, e todos os outros simbolismos deste universo, vem sofrendo o choque do contato com o "outro".
Crescem a xenofobia, o ultranacionalismo, o neofaciosmo e o neonazismo. Longe de representarem contudo, movimentos isolados, conseguem atingir cada vez um número mais de simpatizantes ou aqueles que são menos resistentes as suas idéias, e assim a globalização, vai encontrando focos de fragmentação bem no seu cerne: no meio cultural.]
EVP
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